segunda-feira, novembro 22, 2004

Velho Tema


"Só a leve esperança, em toda a vida,
disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a trás ansiosa e embevecida,
é uma hora feliz, sempre adiada,
e que não chega nunca em toda vida.

Essa felicidade que supomos,
árvore milagrosa que sonhamos
toda rodeada de dourados pomos,

existe sim; mas nós não a alcançamos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos."

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio


Que a música que ouço ao longe
Seja linda, ainda que triste
Que a mulher que eu amo
Seja pra sempre amada, mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade


Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas, como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimento
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade é um vulcão


Que o medo da solidão se afaste
Que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que me lembro ter dado na face
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
E a outra metade eu não sei


Que seja preciso mais do que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é AMOR
E a outra metade ... também!

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio


Que a música que ouço ao longe
Seja linda, ainda que triste
Que a mulher que eu amo
Seja pra sempre amada, mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade


Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas, como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimento
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo


Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade é um vulcão


Que o medo da solidão se afaste
Que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que me lembro ter dado na face
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
E a outra metade eu não sei


Que seja preciso mais do que uma simples alegria
Para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é AMOR
E a outra metade ... também!


Ass.... Você sabe quem

22 de novembro de 2004 às 13:18  

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