segunda-feira, novembro 08, 2004

Vandalismo


"Meu coração tem catedrais imensas,
templo de priscas e longínquas datas
onde um nome de amor em serenatas canta aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas vertem lustrais e radiações intensas,
cintilações de lâmpadas suspensas, e as ametistas, e os florões, e as pratas.
Como os velhos templários medievais,
entrei um dia nessas catedrais e nesses templos claros e risonhos,
e erguendo os gládios e brandindo as hastas, no desespero dos iconoclastas, quebrei a imagem dos meus próprios sonhos".
(Augusto dos Anjos)